Quando eu era pequena toda vez que ia na padaria ficava de olho naqueles doces lindos da vitrine. Eram brigadeiros enormes, potinhos coloridos com vários cremes dentro ou bombas de chocolate. Eu não era muito birrenta, graças a deus minha mãe soube me educar muito bem. Educação é uma coisa que se não é dada na hora certa depois nem tem mais solução. Mesmo assim ás vezes eu pedia um docinho e ás vezes ganhava. Muitas vezes o resultado não era nada bom e a brincadeira terminava em careta. O brigadeiro não era brigadeiro, mas um mingau de maisena (maizena é a marca), o creme era um puro chantili adocicado e  colorido e a bomba era molenga.
Então eu comecei a pensar muito bem antes de pedir. Comecei a analisar os doces, procurar referências, perguntar antes e até a ter doces preferidos que sempre eram repetidos. É claro que estes também me surpreendiam, nada é perfeito, mas se faziam era com uma frequência bem menor. Digamos que com o tempo aprendi a escolher doces. Depois que cresci aprendi que algumas pessoas são como doces de padaria e do pior tipo, aqueles que nunca vou aprender a diferenciar até errar. E quando se trata de pessoas.. não há careta que resolva o problema. 

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Se tem um evento social que eu não gosto de jeito nenhum é o velório. Sempre fui ao velório por obrigação, até porque graças a Deus nunca perdi alguém muito próximo. Acho que a obrigação de ir ao velório é uma das coisas chatas do mundo dos adultos. Quando eu era pequena eu falava que não queria, que tinha medo e pronto.
Outra coisa muito chata do mundo dos adultos é encontrar pessoas que você conhecia quando criança e depois perdeu o contato. Um caso que pode acontecer é aquele clássico mimimi de como você cresceu, mas não é o pior caso. Pior é quando você encontra a pessoa, mas ela não te reconhece. Sabe do que estou falando? Você cresceu, está mudado, a pessoa não reconhece, mas pra você ela ainda é a mesma coisa e por isso acha um absurdo não cumprimentar. Pior ainda é quando é homem, você cumprimenta e ele te olha com aquela cara de: que que essa menina tá dando em cima de mim? Pessoas que você conhecia quando pequeno e fica tempos sem ver, tornam-se semi conhecidas, aquele tipinho que você tem pânico de encontrar já que nunca sabe o que fazer. Isso me lembrou minha irmã que comentou esses dias que tem gente que é tão chata que ela tem vontade cumprimentar com um tchau ao invés de oi. Seria cômico se não fosse trágico.
Voltando ao velório. Uma vez minha mãe pediu para que eu fosse a um com ela prometendo que eu não veria o corpo. Quando chegamos lá ela foi cumprimentar a amiga e me puxou pelo braço junto. Eu tentei não olhar, mas vi e tinha algodão no nariz. Foi meu primeiro contato traumático com velório. Mais tarde no velório da mãe de uma professora, tive um dos maiores ataques de riso da minha vida, foi muito triste. Eu tenho esse problema com ataque de riso desde muito tempo atrás, deixo como assunto pra outro texto. Acho que todo mundo tem uma história estranha ou engraçada para contar de velório. Minha vó já tentou arrumar namorado pra mim em velório e já inclusive me mandou frequentar mais velórios para ver se encontro alguém. Minha avó não sossega enquanto não me ver lindamente casada. Pelo menos o vestido MARAVILHOSO eu já escolhi.
Acho que o pior do velório são as pessoas vivas. Primeiro que tenho aflição de gente chorando perto de mim, eu nunca sei o que fazer ou falar, fico extremamente sem graça. Isso acontece em qualquer situação só que no velório o pranto se intensifica de tal modo que eu fico incomodadíssima. E como tem gente que gosta de mostrar que tá chorando.... Eu odeio que me vejam chorando, fico muito feia credo. Já chorou olhando no espelho? A vontade passa na hora, a não ser aquele tipo de pessoa que gosta de sentir pena de si mesmo. As pessoas estão certas de chorar, já falei sobre isso, tem que esvaziar o balde transbordado de emoções para só então ter um baldo livre. Pior mesmo é quando você sente e não consegue chorar, coisa que acontece quando a tristeza é tão intensa que não há como externar. Minha vó tem isso, ela diz que quando sua mãe morreu ela chorou tanto que suas lágrimas secaram. Minha vó nunca mais voltou a chorar.
Outra coisa comum é que velório vira evento, as pessoas conversam de tudo, encontram aqueles que não viam há tempos, colocam o assunto em dia e fofocam, como fofocam... Se quiser saber o que está acontecendo na cidade, frequente velórios, de preferência de gente rica que são os que mais enchem de gente, inclusive daqueles que meteram o pau a vida inteira, mas estão de olho em algo e daí o sujeito vira santo. Velório de gente rica gera tanto boato, aparece filho bastardo de todo lado. Conheço gente que todo dia de manhã passa no velório pra ter assunto para o dia inteiro, cidade pequena é engraçado.
Eu não quero ser velada. Eu sempre tento avisar isso a minha família e minha mãe sempre desconversa falando que não quer tocar no assunto, mas acho tão necessário. Eu não quero aquela flor fedida em cima de mim, não quero aquele paninho que dá aflição e até hoje vi poucas coroas de flores bonitas, elas me chocam. Nunca quero ver meu nome escrito em uma, significará que alguém muito querido me deixou. Já deixei avisado também que não quero gente que não gosto lá, pelo amor de deus tá tarde demais pra tentar pedir desculpa, deixa meu corpinho(hahahaha) em paz, fora que não quero ser vista daquele jeito, pessoas que a gente não gosta tem que sempre ver a gente por cima.  Mas uma coisa que tenho curiosidade é fazer igual em filme, lançar o boato falso de que morri e ver a reação das pessoas. Quero saber quem chorou, quem se importou, quem consolou quem eu gostava, mas principalmente quem me deixou recado no facebook. Vou passar minha senha para minha irmã responder os recados, chamar o povo no bate papo e dar um sustão. Que o céu tenha facebook e instagram, porque se tiver instagram tem comida boa. Assim seja. Amém. 

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Eu tenho uma doença grave e crônica. Não sei se é um problema físico ou mental, acho que os dois juntos, mas é grave, muito grave. Essa doença já me impediu de ir a muitos lugares e fazer muitas coisas. Já me fez perder pessoas que se diziam amigas e até peguetes que por conta dela jamais chegaram a namorados. É triste, mas eu simplesmente a tenho e não tenho como me livrar. É difícil encontrar alguém que aceite essa doença, talvez apenas pessoas que a tenham ou que possuam pelo menos algum dos sintomas. Meu vô, por exemplo, me aceita muito bem, acha até bom porque com essa doença eu me enquadro muito bem dentro das morais e bons costumes que a sociedade manda.  Para minha vó, uma senhora muito a frente do seu tempo em alguns aspectos, eu ter essa doença é meio que inadmissível, com ela vai ser difícil eu realizar todos os sonhos não realizados por ela, mas que ela projetou em mim.
Muitas vezes não tenho vontade sair. Ou até tenho uma vontadezinha, mas a preguiça de tirar o pijama, escolher roupa e passar maquiagem supera qualquer vontade. Ou até dá vontade passar maquiagem, mas e chegar bêbada e tirar? Ou não tirar e acordar no outro dia fantasiada de panda e com o olho todo ardendo pela invasão de agentes estranhos. Dá preguiça só de pensar. Chegar na balada, beber alguma coisa, andar, procurar não sei o quê e nem pra quê e se o quê for totalmente desinteressante? Ah que preguiça, que perda de tempo.
Que bom é poder ficar o dia inteiro de pijama e meia. Tomar um banho e voltar a colocar pijama. Lençol fresco, um bom livro ou quem sabe dormir o dia inteiro. Filmes e seriados, pipoca e edredon, quem sabe um pudim ou brigadeiro? Abraçar a mãe, o cachorro, não preocupar com o relógio. Sair pra ir ao cinema, uma voltinha na praça, um sorvete na casquinha ou não sair pra nada. Desculpa, sociedade. Eu tenho velhice precoce. Eu tenho uma doença que é uma delícia.

 

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Pra quem não viu ainda o texto que escrevi sobre os bares de Guaxupé para a revista do centenário




Uma coisa sobre a minha pessoa é que não funciono muito bem sob pressão e por isso meio que entrei em "Pânico no Lago" quando fui chamada para contar um pouco dos bares de Guaxupé. A questão é : Seria uma menina de 19 anos capaz de dar um panorama dos bares da nossa cidade? Esses simpáticos lugares carregados de tanta história de amor, de ódio, de infância ou principalmente aquela super história engraçada que se não te matar de vergonha você vai contar para os seus netos? Acho engraçado isso de contar história para os netos porque avós são figuras tão perfeitas e idealizadas que os julgo incapazes de fazerem qualquer coisa comprometedora. Por outro lado, acho que chamaram a pessoa certa por causa dessa minha mania de comer. Não, não é uma maniazinha, é uma coisa meio absurda. Todo santo dia eu tenho desejo de comer alguma coisa diferente e por isso poluo meu Facebook com aquilo que chamo "Desejo do dia". Sou a favor do desejo compartilhado pelo mesmo motivo que sou a favor do medo compartilhado, é que acho que diminui um pouco, sabe? 
Apesar da pouca idade tive a oportunidade de conhecer o Bar do Francisquetti que era como os mais chegados chamavam o Jardim de Inverno. Essa foi uma das grandes vantagens de ter o Vô Quiqui e a Vó Ana morando na Rua da Aparecida. Sim, a rua que leva esse nome por causa da dona de um antigo bordel da cidade, mas que convenientemente fica próxima à igreja Nossa Senhora Aparecida fazendo com que alguns desavisados acreditem que é uma homenagem à querida padroeira do Brasil. Laiz também é cultura. Enfim, acabou que tive oportunidade de provar as delícias daquele lugar acompanhadas daquela decoração vintage de aspecto tão natural e nada forçada. Sei que se pudesse voltar lá hoje em dia ficaria louca e daria trabalho por não poder levar pra casa aquelas relíquias que garanto é o sonho de muitos admiradores de coisas retrô. Mas se teve uma coisa que me marcou no Bar do Francisquetti foi a coxinha que tinha em sua pontinha um ossinho de coxinha de galinha, achava aquilo tão criativo.  

Outro bar que me lembra infância é o Galo de Ouro. Meus pais me ensinaram muitas coisas na vida e uma das melhores delas foi a frequentar o Galo. Um ambiente tão familiar que minha mãe me levava até quando era bebê e me deixava lá com as pacientes Dona Irmâ e Dona Nenê. Aqueles galos dourados gigantes na parede e um delicioso cardápio com Bauru, omelete gigante, milk Shake, empada de massa podre e a também tradicional coxinha que ao invés de ossinho na pontinha tem um palito de dente. E o Galo continuou, mudou de lugar, de dono, mas não perdeu aquela cara de ambiente familiar. É aquele tipo de bar que frequentei em todas as fases da minha vida até hoje e que espero um dia poder levar meus filhos. Galo de Ouro tem sabor de nostalgia e é por isso que o considero o bar mais tradicional da cidade. Tradição é uma coisa que não tem como comprar.
Uma das coisas que admiro em Guaxupé é a diversidade do tal dos barzinhos ou barzin como é chamado por grande parte da mineirada, grande apreciadora dos benditos. Tem pra todos os gostos e bolsos e o melhor é que não os considero concorrentes, cada um tem a sua especialidade. Quem quer comer torresmo vai no Meio Período, bolinho de lingüiça é no Bar do Geraldão e como esquecer da divina batata com creme de queijo do Vila Minas? Quem nunca ouviu falar do arado do Bar do Sininho ou das tardes animadas do Skinas? Antiquário é Bar pra toda hora, chique com cara de rústico e que me lembra especialmente o inverno por conta de seus aquecedores ou copa do mundo por causa das tvs. Barbaridade e Zebu são a alegria dos universitários e horror dos pais que pagam as mensalidades da  Unifeg quando na verdade alguns filhos conseguirão apenas o diploma do Unizebu. O  Bar Marcenaria é ótimo pra quem quer algo mais tranquilo que o Marcenaria Pub. Por mais que isso seja sobre bares não poderia deixar de falar do Marcenaria Pub  por representar há 6 anos a noite de sexta guaxupeana e atrair público de toda a região. Queria ter ido alguma vez ao armazém, dizem que era ótimo e quando falei isso pra minha mãe ela soltou: Isso é porque quem frequentou o armazém não sabe o que era Churrascaria Bambu, ficava ali onde hoje é o Hotel Marambaia. Depois de uma boa noitada, de um bom baile ou até mesmo de uma noite de Expoagro é pro Kutchula que todo mundo corre, é onde tem o melhor bauru da cidade e representa muito o fim de noite da galera. Exceções devem ser abertas e por isso não poderia deixar de falar também da Casa do pastel, One Way e do Ponto de Econtro.O primeiro por ter criado um novo conceito de pastelaria, porque se antigamente dava vontade comer pastel a noite e não tinha onde ir. O segundo por ser a hamburgueria que faltava, por um preço justo se contar com a qualidade, ambiente muito agradável e principalmente por estar sempre presente no meu já citado Desejo do dia. E o terceiro  por fazer juz ao nome e principalmente por ser uma presença tão marcante nos carnavais guaxupeanos.

A importância desses barzinhos vai muito além de seus cardápios ou decoração. É muito mais o clima do local, as amizades que você constrói, as histórias que vivencia e principalmente aquilo que fica na memória. Espero que muitos bares de hoje tornem-se tradicionais. Desejo do dia: Que os bares de hoje tenham sabor de nostalgia também pras crianças de hoje e adolescentes de amanhã, que elas lembrem com saudade dos detalhes e que melhor ainda possam continuar frequentando-os e matando sempre a saudade.

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‘Celular, na sua época sua mãe nem sonhava em usar. ’ É engraçado essas coisas que você não consegue se imaginar sem e que há um tempo não muito distante nem existia. Tipo, quando eu era pequena eu achava o máximo o telefone sem fio da vizinha e ficava com a dúvida:  Se ela saísse de casa até onde ela conseguiria falar? Achava isso o máximo. Mas aí depois que a gente acostuma com algo a gente não consegue mais se imaginar sem aquilo. É igual aquela pessoa rica que fica pobre. Nascer pobre é ruim, mas ficar pobre é uma desgraça. Minha mãe odeia que eu use essa palavra. Na verdade, ela odeia que eu digo muitas coisas e acho que quanto mais ela reclama mais eu falo e juro que não é pirraça (acho que pirraça parece nome de palhaço). É espontâneo, força do hábito e tem mais, a maioria dos palavrões que a gente usa a gente nem pensa em seu real significado. Já chamei tanta gente cuja mãe é adorável de filha da puta... Tem hora que xingar (o Word apontou a palavra xingar como errada e mandou eu substituir por falar mal. Mereço? Até ele querendo mandar aqui? .) é libertador, mas tem hora que parece que me estressa ainda mais. Xingar é externar o que você sente só que só é bom se tem um alvo então eu acho desnecessário xingar objetos inanimados como a porcaria da quina da cama que atrai o dedinho. Eu e minha irritante mania de mudar de assunto.
A maior função do celular é fingir que to entretida nele quando vejo alguém que não quero falar oi. Sempre tem aquele tipo de pessoa que dá aquele pânico no lago de ter que falar oi então é ótimo. É por isso que não apago as fotos, as mensagens... Deixo lá pro dia que precisar ficar olhando mil vezes a mesma coisa se for necessário. Pra minha mãe a maior função é me localizar, me ligar com aquela voz de sono me mandando voltar pra casa ‘onde você  tá filha? Tá tarde já. Dá um jeito de voltar pra casa. ’. Então, se eu não consigo me imaginar sem cel? Imagina a Dona Sandra? O despertador também entra na lista de coisas mais úteis. Eu só durmo com o celular em baixo do travesseiro por causa dele porque na verdade eu acho um saco quando eu to dormindo lindamente e alguém me liga. Nem preocupo em disfarçar, atendo com voz de quem acabou de acordar mesmo, estressada mesmo pra pessoa ver que me acordou e ficar com peso na consciência. Aliás, é esse um dos termômetros que indicam quando eu to gostando muito de alguém, se eu não ficar puta com a ligação de madrugada ou der aquele maldito sorrisinho com a mensagem é alerta vermelho o que significa que ‘aí a porra ficou séria. ’. E outra, eu queria saber quem foi que inventou o soneca (tem um anão da branca de neve que tem esse nome né? Nunca fui muito com a cara lesadinha dele) do despertador? Aquilo lá engana todo mundo e faz qualquer um perder a hora fácil. Eu não entro na lista de qualquer um e do todo mundo porque eu tenho pânico da função soneca então quando eu a ativo eu fico acordando de 1 em 1 minuto  assustadíssima achando que perdi a hora. Comigo a coisa é bem mais grave, quando to com muito sono desligo e despertador e fico com aquela preguicinha de levantar da cama boa e acabo pegando no sono eterno, aquele que a gente quase desidrata de tanto babar. Acho que não vou casar porque eu babo muito enquanto durmo.
Celular só toca quando você não espera e nunca toca quando você espera. Fica olhando fixamente pra ele quando quer que alguém te ligue é o maior espanta ligação que tem. E isso é comprovado experimentalmente pela minha pessoa. Tipo, o problema da tão xingada mensagem de operadora não é ela em si, mas quando ela chega você geralmente tem aquela esperancinha que seja daquela pessoa. Falando em mensagem, não tem nada mais constrangedor que mandar mensagem errada. Segundo a Lei do nosso amigo Murphy (e não é o Ed) quando uma pessoa manda mensagem errada essa mensagem tende a ser a mais comprometedora possível. Aliás, tem coisa mais constrangedora sim: falar mal da pessoa se ter desligado o celular. É claro que eu já fiz isso. Pelo menos  eu não falei nada que não falaria na cara.
Tem muitas coisas que me constrangem na vida e uma delas é toque de celular. A coisa mais difícil que tem é escolher um toque decente. Acho tenso quando a pessoa tá lá de boa e aí toca algo constrangedor. Eu sempre imagino Lady Gaga como exemplo, a pessoa tá lá de boa de repente começa a tocar Alejandro, Bad Romance ou Telephone que tem gente que deve achar bem criativo usar telephone como toque né?  TENSÃO EM CRISTO. Ou pior ainda são aqueles que um dia, em um tempo tão tão distante foram modinha tipo ‘fiu,fiu olha a mensagem’, ‘Sofia, o Sofia, ooooo Sofia da puta ateeende’ ‘tem pobre ligando pra mim’ ou aquelas voz de criança ou adulto imitando criança que é pior ainda .Já deu pra entender que que eu to querendo dizer né? Não dá preu ficar citando essas vergonhices alheias eternamente. Então, amigos escolha aquele que quando tocar na padaria você não vai ter que fingir que não é com você.
 É só isso que tenho pra falar de celular, mas lembrei de outra coisa e como aqui eu escrevo o que eu quero já vou falar. Isso aqui não é novela pra enrolar pro próximo capítulo mesmo, deu vontade eu tenho que falar. Falando em fingir eu lembrei da vez em que minha irmã no supermercado lotado avistou uma fila meio vazia e entrou. Quando viu que a olhavam estranho, percebeu que estava no caixa preferencial. E o que fez? Aquela posição de grávida, barriga pra frente, perna meio aberta e mão na barriga. Infalível, pelo menos não foi linchada. Obs totalmente desnecessária: Tenho aflição de umbigo de grávida.
Aí também teve uma vez que a gente tava comprando fralda pra um chá de bebê e um amigo do meu pai (aquele tipinho fofoqueiro que torce pra ter o que contar pro seu pai e fortalecer o espírito da amizade masculina) perguntou pra quem que era. Eu sempre bocudinha respondi: ‘Não tá sabendo? A lu tá grávida, a gente tá tão feliz. ’ e coloquei a mão na barriga dela. Tudo bem que arrisquei um falso boato sobre a minha irmã, mas a cara dele foi impagável e também falsos boatos são tão ridículos que chegam a ser cômicos. Fico só imaginando o que ele faria se no lugar de fraldas fossem camisinhas. Tenho muita história de gravidez inventada pra contar, mas sei lá se o povo quer saber disso. Sei lá também se isso é interessante. E a preguiça de digitar ajuda também. 

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Escolher o que eu queria ser "quando crescesse" foi tão difícil que eu mal sei como dei conta. Ao mesmo tempo em que foi muito fácil decidir como eu queria ser. Isso eu sabia desde muito pequena, tinha certeza. Estava lá claro nos pequenos detalhes para quem quisesse ver e tivesse o poder observador que só alguns têm. Observar é um dom.
Lá estava eu andando pela casa com o sapato 37 torcendo pelo dia em que ele serviria sem nunca esquecer do "fume", "tom" ou "malti". No vestido tomara que caia que sempre insistia em cair e no sonho de um dia possuir um "putiã bremeio" que por coincidência, seria mesmo coincidência?! Era sua cor preferida de batom.
Tudo que eu queria era ser igual àquela mulher. Porque antes de eu nascer ela já era mãe, mas eu não era nada. E se um dia eu conseguir ser metade da mulher que minha mãe é, já vou me considerar feliz, plenamente feliz.

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Toda vez que eu assisto algum filme de super herói ou seriado eu fico com vontade ter um daqueles super poderes. Isso já acontecia quando eu era criança e achei que não aconteceria mais quando eu crescesse, mas continua. Quando eu era pirralha eu não podia ver nenhum filme, desenho que ficava falando que queria ser tal pessoa. Ahhh todo mundo já fez isso. Inclusive brigava com primas, irmãs e amiguinhas para ser tal personagem. Eu sempre gostava de ser a lindinha das super poderosas e ficava muito brava quando não deixavam. Acontecia com namorados também. Eu queria o Leandro do KLB, todo mundo queria e dava aquela briga. Outro dia ouvi a vizinha brigando com as amiguinhas porque todas queriam ser a Ariel da Pequena Sereia. "A casa é minha, a piscina é minha e eu vou ser a Ariel." Criança consegue ser insuportável quando quer. Eu queria morrer quando ouvia essas chantagens infantis e acho que já até respondi com um "Tá, então eu vou embora e você brinca sozinha." Acho justo.

Eu achava um absurdo herói esconder sua verdadeira identidade. Como que ele não queria se mostrar ao mundo? Só que aí eu fui pensar no lado dele e deve ser uma droga mesmo porque ele é tipo uma aberração. Pensa o preconceito que o coitado tem que enfrentar em um mundo onde ser diferente é tão reprimido. Que barra. Fora que se o governo fica sabendo ele dá um jeito de acabar com aquilo logo pra não ser um perigo pra sociedade. E nem é por culpa do coitado, não é que ele é mau e pense em usar seu poder em benefício próprio.É que o herói é primeiro de tudo homem, misto de razão e emoção. Pra gente que não tem super poderes já é foda usar a razão sempre, em um segundo podemos fazer algo que nos arrependeremos pelo resto da vida. Agora pensa o super herói? Ele tem uma genética turbinada, é como se a emoção dele também estivesse. Tipo aquele cara locão que ama demais e mata a mulher por ciúme. Pânico no lago, pânico na floresta, pânico em todos os lugares possíveis, em todos os biomas até no mangue com o sirizinhos.
Outro problema de ser super herói é ser Workaholic (designa uma pessoa viciada em trabalho).Porque pensa, se sua vida é salvar vidas você vai tentar fazer isso na maior parte do tempo possível, salvar o máximo possível. Acho que eu seria assim se fizesse medicina. Ainda bem que não faço. Ah eu nunca faria medicina mesmo. =}
Óbvio que mesmo assim eu fico pensando quais poderes eu queria ter. Naqueles momentos em que estou no sofá deitada, confortável e percebo que esqueci o controle. Aí começa aquela clássica cena da minha pessoa quase caindo do sofá, fazendo altos contorcionismos para tentar pegar o controle, mas mesmo que seja muito mais complicado assim não levanto por questão de honra. Questão de honra é questão de honra. Nessas horas eu penso que seria infinitamente mais fácil se eu fosse o homem aranha e tivesse aquela super teia que pegasse o controle mesmo deitadona no sofá.
E atravessar paredes? Pensa que beleza poder entrar naquela balada badaladíssima de graça ?! Melhor ainda seria se eu pudesse me teletransportar, eu aproveitaria pra conhecer o mundo inteiro. Eu ia ter medo de ficar perdida no espaço ou de fritar meu cérebro como acontece nos filmes. Outra coisa que frita cérebro é voltar no tempo (efeito borboleta). Por um lado até seria bom só que errando eu aprendi tanta coisa. Na época que aconteceram as "merdas" tudo que eu queria era voltar no tempo. Só depois a gente percebe que nada acontece por acaso. Um dia a gente entende o porquê, as vezes demora, mas entende.
Voar deve ser legal, a sensação de liberdade deve ser indescritível. Uma das minhas maiores vontades é saltar de bungee jump ou pára-quedas, adoro adrenalina, friozinho na barriga. Segundo um professor que eu tive essas vontades revelam uma vocação para suicida. Ele dizia: "O que separa a vida da morte nesse caso é a corda. Você confia sua vida em uma corda? " Se for pra pensar assim a gente não faz nada da vida. Eu não confio nos outros motoristas na estrada e nem por isso deixo de viajar. Viver é perigoso e a gente tem que arriscar pra ter graça. E se tiver esse único poder também, será que basta? Quando eu começo a pensar em qual eu quero parece que não consigo me decidir e fico querendo todos. Eu achei muito sem graça o menino de Heroes que respirava em baixo d'água, tanto poder legal e ele vai respirar em baixo d'água? Eu queria ter o poder de pegar o poder das pessoas com poder. Uai, eu já devo ter esse poder o problema é que não conheço ninguém com poder. GÊNIA. Pensa se um engraçadinho tem o poder de voar e resolve fazer coco nos outros. Desnecessário né? Ai, gente tudo que eu penso eu falo, ou quase tudo.  Pensando nisso, sorte que o mamute não conseguiu voar e acabou que quem virou merda foi ele. Eu adorava essa musiquinha. Muito educativa. O sonho de quase toda criança é voar e muitas chegam a tentar. Se elas ouvem que o mamute tentou e virou merda talvez elas não tentem. Eu acho que nunca tentei, era uma criança imaginativa, mas era esperta. Se eu não tinha asa eu não voaria né? Tão simples. Nunca fui pro hospital, nunca dei ponto, nunca quebrei nada. Eu zuava falando que toda criança lesada tem ponto no queixo. Isso porque quase todas minhas amigas tinham.
Um poder que eu nunca quis ter é ver o futuro. Eu morro de medo dele. Nos meus planos tudo é idealizado, tudo é perfeito e se eu visse que a realidade não é bem assim eu desiludiria e minha vida deixaria de fazer sentido. Curiosidade eu tenho e muita ,só que o medo é muito maior. Outra coisa que não queria era ler pensamentos.Seria bom só pra trapacear, colar na prova, ganhar dinheiro, essas coisas típicas, ou simplesmente não perder oportunidade tipo aquele menino lindo que você acha que nunca olharia pra você e descobrir que ele só é tímido (vai sonhando hahahaha ). Só que pensa você descobrir o que as pessoas pensam de você, que tragédia.Tem hora que é melhor permanecer na ignorância. O ignorante é mais feliz. "O homem é ator social" o pensamento dele não é. Saber o que as pessoas pensam ia ser frustrante, uma decepção atrás da outra e minha vida viraria um inferno a não ser que eu fosse pra montanha criar ovelhas. Que tédio. Tem gente que fala que não liga pro que os outros pensam... que mentira, todo mundo liga.Prefiro viver iludida e feliz.
Eu tenho uma solução. Vou ser rica e linda. Assim eu consigo tudo o que eu quero. Um mordomo que pegue o meu controle remoto ou uma tv que funcione com comando de voz. Vou poder entrar onde eu quero porque dinheiro não é problema. Saltar de bunge jump e pára quedas com os melhores equipamentos que tiver. Voar o mundo inteiro no meu jatinho com tanto conforto que nem vou querer chegar rápido aos destinos. Não vou precisar ver o futuro porque já vou ter certeza que é lindo e nem querer saber o que pensam de mim porque a maioria vai fingir me amar e me odiar por dentro e eu vou fingir acreditar. Aí eu fico com meus amigos de hoje mesmo, aqueles que me amam mesmo feia e pobre.

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Inveja ou invídia é um sentimento de tristeza perante o que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser).
Muitas vezes, se confunde Inveja com Cobiça, que significa querer tirar a tal coisa desejada à pessoa que a tem, fazendo com que ela fique sem ela.” Oi wikipédia =}

Inveja é aquele tipo de sentimento que você tem mesmo sem querer, totalmente involuntário. Ninguém quer sentir inveja, é algo natural e que dá vergonha de dizer. Todo mundo tem , alguns mais e outros menos. Tem gente que tem e esconde bem outros que nem preocupam com isso ou não sabem esconder. Não percebem que sabemos que atrás daquele comentário maldoso tem uma pitadinha de inveja. É aquela brega, velha e famosa frase "Quem desdenha quer comprar".
E a cobiça? Segundo o décimo mandamento católico10º- Não cobiçar as coisas do outro.” Que aliás eu não conheci assim. Eu conheci não cobiçar a mulher do próximo. O que eu achava um absurdo. A bíblia é o livro mais machista que existe. Diz cobiçar a mulher e não o homem porque a mulher não tem desejos, vontades e está apenas subordinada às vontades de seu varão, que é como chamam marido na bíblia. Então mulheres podem cobiçar o homem da próxima que a gente não vai pro inferno. Beleza? Apesar que mulher no céu deve sofrer também. As 72 virgens, recompensa dos homens bomba vieram da onde? Que que elas fizeram pra merecer isso? Vão ter que servir no céu também? Gente, tá rolando exploração sexual no céu, tem que ver isso aí produção.Isso é do Alcorão, mas não poderia deixar de citar. Não vou ficar falando de religião aqui não porque é assunto polêmico que rende demais. Mas enfim, aí se o mandamento de cobiçar a mulher do outro levar pro inferno metade da população mundial tá com o espacinho reservado no dito cujo.

A tão falada inveja boa é algo que não existe, mas o termo pode ser usado quando a pessoa não sente inveja de verdade. Pode falar quando o outro conta algo tão bom que você não sabe expressar o quão legal é aquilo. Um “Ahhhh que legaaal” só não serviria, a pessoa tem que saber que aquilo causa inveja. Estranho isso, uma pessoa que parece gostar de causar inveja.
Eu tenho pânico de inveja. É o tipo de coisa que atrasa a vida de qualquer um, haja “patuá” pra espantar a bendita. Se as pessoas soubessem o quanto atrapalha não gritaria a alegria aos sete ventos para não acordar o sono leve da bendita. Quando eu passei a não contar meus planos e me afastei das pessoas que considerava invejosas minha vida melhorou tanto. Era sempre assim, bastava falar de um certo alguém para alguém que tudo dava errado. Vou parar de falar disso para não cutucar muito a dita cuja.

Um tipo engraçadíssimo e exótico de inveja é aquela que você sente de si mesmo. Entende o que eu to falando? Vai falar que nunca sentiu inveja de si mesmo? Eu vivo sentindo inveja de mim. Quando estou em um período sem inspiração, como eu fico triste nesses períodos, eu leio um texto muito bom e fico morrendo de inveja da Laiz no passado que conseguiu escrever aquilo. Eu penso “Não é possível que eu escrevi isso e hoje não consigo ter porcaria de ideia nenhum” Ou então quando acaba o carnaval e eu to lá estudando e sinto inveja da Laiz que estava feliz, curtindo o carnaval. A mais triste é quando você leva um pé na bunda e sente saudade da época em que o ser corria atrás de você . Geralmente quando eu to em um momento bom, pessimista como sou eu já penso. Nossa vou sentir inveja de mim no futuro. Aff, vamos viver o presente né? Alegria alheia incomoda, mas essa tal de alegria própria também anda dando um trabalho.

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“Olhos de cigana oblíqua e dissimulada.” Sempre tive inveja de Capitu, uma mulher tão sedutora que levou Bento Santiago à loucura. O que mais tem acerca desse tema são teorias. Capitu traiu? Não Traiu? Bentinho era gay? E eu até já cheguei a sugerir que ele era esquizofrênico e ela nem existia. O caso é que Bentinho era louco, mimado e complexado.
 E bota complexado nisso. Uma pessoa que acha que a outra tá com ela só por interesse acha mesmo que não tá valendo nada e que só com outras intenções pra alguém querê-la. Ninguém é capaz de fazer uma pessoa desse tipo feliz, ninguém.  Do mesmo modo que tem aquela pessoa cheia de si que sempre se acha melhor que todos e que ninguém é bom o suficiente. Complicado também viu?Eu quero morrer quando ouço alguém falar que Capitu era interesseira. Tudo bem que ela não tinha dinheiro, mas Bentinho era inteligente, tinha bons professores. Inteligência é afrodisíaco. Quem nunca ouviu isso? Inteligência atrai mais que qualquer coisa. Pelo menos atrai pessoas inteligentes.
Bentinho era um crianção nem percebeu que a Capitu tava dando mole e ficou dormindo no ponto. Moleque sem atitude se dependesse dele ele não ia pegar ninguém nunca, ia ficar só sonhando com as pernas ao vento. Louco porque vive viajando na maionese, pensando até me pedir pro imperador para que não fosse ao Seminário. Uma pessoa que pensa umas coisa dessas pode muito bem imaginar uma traição que nunca existiu. Ele pensou em matar o próprio filho gente, ele desconfia da traição porque a mulher chorou demais no velório. O cara é insano.
Quando a gente analisa profundamente percebe tanta coisa que eu ficaria aqui um tempão contando. O importante é que uma coisa deve ser observada e vai destruir muitos sonhos. Um amigo reclamou muito quando eu disse que Capitu não existia, falou que eu estava destruindo o desejo de muitos homens. Eu acho que o caso é bem pior. E se tudo que ele fala dela é invenção dele, se ela que era a rica da estória e que nunca olhou pra ele? E se Capitu era casada com Escobar na verdade e Bento apenas a desejava. Vou ficar louca com tantas teorias. Mas a pior das hipóteses é: E se Capitu existiu sim , mas não era tudo isso que Bento conta? E se ela era baranga, gente. Nem um pouco sensual, só Bento achava. Sabe aquele povo que gosta de contar vantagem falando que pegou uma gostosona na balada, mas fala que a gostosona não tem facebook? Todo mundo tem um amigo assim neh?
Eu só sei de uma coisa. Se Capitu existiu mesmo eu acho o Dom Casmurro tão chato, insuportável e rabugento que eu torço para que ela tenha o traído mesmo. Torço para que tenha sido muito feliz em Paris torrando a grana dele. 

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Sabe quando você passa em frente a uma vitrine, vê um sapato e quer de qualquer jeito? E aí você insiste em entrar para experimentar mesmo sabendo que aquilo não vai terminar bem, não vai poder levar mesmo se ficar perfeito. Você experimenta e serve certinho, é o seu número. Aí você faz de tudo para conseguir aquele sapato e quando consegue depois de um tempo ou você sai com o pé muito machucado ou se cansa quando vê outro melhor, que te agrada mais e que parece ser mais confortável, não machucar tanto e aí começa tudo de novo. Tem uns que você repete de vez em quando, outros que você olha e pensa: “Não acredito que tive coragem de usar isso”, mas o pior tipo é aquele que mesmo surrado e machucando muito você não cansa nunca de usar. Pois é, é assim que funcionam os relacionamentos. 

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Eu já fui aquelas criancinhas chatas e piadistas (adjetivo para pessoas que contam piadas sem graça) que quando questionadas sobre o que querem ser quando crescer respondem: grande. Quem nunca respondeu assim? Falar que quer ser grande é o clichêzão, o pácumêzão do mundo infantil. Acho que é por isso que não cresci, fui fazendo essas chatices, me jogaram uma praga e hoje eu sou tudo, menos grande. “Deus castiga” quem nunca ouviu isso? A gente ouve tanto essa frase na infância e os adultos não se dão conta do quanto isso nos influencia. A maioria das pessoas não amam a Deus, temem. Ninguém quer ir pro inferno ou até quer, já escrevi sobre isso aqui em Entre o céu e o inferno (eu tenho o mínimo trabalho de colocar o link aqui então clica no nominho rosa se quiser entender do que estou falando, ok? ). A maior prova que as pessoas temem a Deus é que a fase em que mais ficam religiosas é na velhice. Por que será né? Acho que adultos deviam tomar mais cuidado com o que dizem e fazem porque fica muito marcado, é a fase em que mais temos capacidade de aprender por isso é nessa fase que a nossa educação deve ser impecável, daí vem a expressão “Educação vem de berço”.
Falando em crescer , uma coisa que a gente não tem noção quando é pequeno é idade. Quando eu tinha uns 4 anos eu falava que queria casar com 10, achava pessoas de 10 tão maduras. Quando eu tinha uns 13 anos eu não via a hora de fazer 17 e ser “adulta”. Hoje eu tenho 19 e sou uma criançona que a última coisa em que pensa é casamento.Uma vez eu fui em um parque com minha mãe e para que eu pagasse menos ela inventou que eu tinha 4 anos para o diretor do parque, eu olhei pra ela absurdada e falei: Não mãe, eu tenho 5. Uai, tava achando um absurdo minha mãe não saber minha idade a ainda errar pra baixo. Pensa a vergonha e a vontade me matar? O engraçado é que se tem fase que a gente quer crescer, parecer mais velha, tem outras que a gente quer ser mais nova. Aos 11 anos quando me chamavam de mocinha eu era tomada por uma crise Peter Pan e fazia de tudo para parecer mais nova, queria ser criança pra sempre. Depois teve aquela fase em que eu não era nem criança demais nem adolescente demais pra ir nos lugares e aí você se sente mal. E o tanto que dava raiva quando chutavam minha idade pra baixo? Mas aí eu ficava bem feliz quando falavam “13? Parece uns 15.”.
Aí a pessoa fica velha e faz de tudo pra parecer nova e esconder a idade. Sabe aquele papo de respeitar os mais velhos? Essas pessoas velhas que querem parecer novas se forem respeitadas se sentem ofendidas? Tipo, se eu chamar pro caixa preferencial pra idoso? “Sônia Maria Vieira Gonçalves, mais conhecida como Susana Vieira (São Paulo, 23 de Agosto de 1939) é uma atriz brasileira.” Então aguardem a manchete da Susana fazendo barraco no mercado por chamarem ela pra fila preferencial. Como se ela fosse ao mercado...
Daqui a muitos anos quem vai substituí-las? Será que aquela vida natureba da Fernanda Lima vai durar pra sempre? Ou quando ela perceber que o Rodrigo Hilbert fica cada vez mais pitel grisalho ela se rende ao mundo das plásticas e infinitos tratamentos. A Xuxa caminha por esse caminho faz tempo, aliás tem tanta coisa pra falar da Xuxa que eu fico devendo um post dela. Mas o engraçado é que o tempo passa, os baixinhos crescem e ela não envelhece. Nunca fui baixinha da Xuxa, gostava da Eliana.Hoje ainda gosto, mas ela tem uma risada muito insuportável. No futuro quando um baixinho da Xuxa contar para seu netinho que foi baixinho da Xuxa vai ouvir um grande:Aham, senta lá Cláudia.

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Tem uma característica muito marcante em criança e que depois desaparece muito com o crescimento, a “prestatividade” (ato ou efeito de ser prestativa, adoro criar neologismos é tão divertoso). Quem nunca notou o quanto criança gosta de ajudar? Outro dia eu tava na faculdade onde faço estágio e onde funciona um colégio também e vi duas menininhas correndo. Correram em direção à professora e depois voltaram, uma com a maleta que mal podia aguentar e a outra com a bolsa tamanho normal, mas que comparada ao seu tamanho parecia aquelas maxi bolsas “mata marido”, mata e esconde o corpo dentro.

Da onde vem essa coisa de querer ajudar? Esse altruísmo? Até porque tem criança que é tão egoísta com os amiguinhos, só preocupa em ajudar o professor. Há quem diga que essas criancinhas prestativas de hoje são os puxa saco de amanhã. Eu prefiro acreditar que seja pela vontade de aparecer, sei lá. Quando você é o ajudante do dia você é meio que o centro das atenções. Enfim eu não sei porque isso acontece, mas eu adorava ser a ajudante do dia. O pior é que eu posso provar isso com aqueles relatórios de aproveitamento que as professoras entregavam, lá diz que eu adorava ajudar. Aliás, quem tiver a oportunidade de ler um desses seus relatórios, leia, é muito legal saber que características que você tinha quando criança permanecem.
O que eu tinha raiva era quando era meu dia de ser ajudante e eu não fazia nada, era como se eu tivesse desperdiçado o dia. Eu gostava de fazer coisas legais, passear pela escola... Uai, é por isso então que criança gosta de ser ajudante, pra perder aula. Sou gênia.  Mas não é só na escola que criança gosta de ajudar. Gosta de lavar a louça, lavar a garagem, passar a roupa... Eu adorava. Aí eu sei que depois você cresce e odeia fazer as coisas,  não quer ajudar, não quer escrever no quadro , odeia ajudar em casa, reza para não ser chamada pra dar a resposta em voz alta igual rezava pra não te escolherem pra “cantar” a tabuada do 7 ou do 8. Sim, meu trauma por matemática é caso antigo e sem solução.  
Então quando eu tinha 3 anos eu gostava tanto de ajudar que a professora pedia sempre que eu fizesse o mesmo favor. Naquela época eu morava em Patrocínio, triangulo mineiro, e estudava em um colégio de freiras. Todos os dias eu tinha que devolver a chave do parquinho para a diretora da escola, uma freira velhinha e enorme de gorda. A madre aproveitava da minha visita diária para bater altos papos, pois sabia que aquilo renderia boas risadas, sempre tive imaginação fértil. Foi num desses passeios que a senhora resolveu reclamar que sentiria saudade de mim nas férias. Eu passava as férias  na minha cidade natal e atual . Sugeriu então que viesse comigo passear aqui. Eu disse que não poderia vim, não caberia no carro. Foi então, que ela teve a infeliz ideia de sugerir que viesse na mala. Eu olhei abismada pra mulher, com um olhar de desdém, sem dó e soltei: E você acha mesmo que vai caber na mala?
Criança é sincera e quando a gente vai crescendo a gente vai controlando isso por culpa dos adultos. Eu tenho certeza que se minha mãe tivesse presenciado minha deselegância, ela tinha me feito pedir desculpa. Ainda bem que a gente muda, sinceridade exagerada incomoda, é chato, magoa. O super sincero é evitado, ninguém quer alguém assim por perto. A frase “desculpa, mas eu sou sincera” geralmente é dita após uma bela grosseria, um comentário maldoso, não solicitado. A minha mãe tem uma sina que a persegue. Toda vez que minha mãe inventa de dar carona pra velhinhas com carinha inocente ela tem que ouvir um :Nossa, como você engordou. Pelo amor neh? E o pior é que ela continua dando carona. O povo mais velho tem mania de achar que agrada chamando de gorda. Eu fico puta. 

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Essa garota irada vem aí com sua turminha da pesada para arrebentar a boca do balão nessa aventura animal. E ela vai entrar em uma confusão atrás da outra para encontrar pessoas que compartilhem esse texto radical. E aí acha que deu a louca na Laiz? Se entendeu o porquê do título e começo ridículo você assiste Sessão da Tarde.

"Sessão da Tarde é um programa de televisão brasileiro, uma sessão de filmes exibida de segunda a sexta-feira na Rede Globo. É exibido nas tardes da emissora desde 1975." Olha que gracinha ,gente ,fontes do Wikipédia. Alguém ja pensou em pesquisar sessão da tarde no Wikipédia? Eu já porque essa nem foi a primeira vez. "A Sessão da Tarde é assistida diariamente por mais de 13 milhões de pessoas em todo o Brasil, apresentando médias estáveis de audiência ao longo do ano. " É por isso que existe até hoje. "É comum dizer que a Sessão da Tarde exibe um mesmo filme várias vezes. " Comum? Eu diria que é um fato. Mas tem muito filme que um tanto de gente já assistiu várias vezes que eu nunca assisti tipo a lagoa azul. Não, nem tanto. Apesar que faz tempo que eles não passam , deram uma parada por causa das piadinhas. Mas "Uma linda mulher" é um filme que eu fui assistir esse só esse ano e é bem clássico de sessão da tarde. Pensando assim tem muito filme que eu já assisti um montão de vezes que alguém não assistiu ainda ou gosta muito e vai assistir de novo porque não tem mais nada pra fazer.

Uma coisa é um fato só passa filme bom quando você tem que estudar. Apesar que quando você tem que estudar qualquer coisa fica legal. Você deixa seu quarto um mês bagunçado , mas na semana de prova decide dar uma geral. Nunca lavou louça, mas de repente decide lavar a de um restaurante comunitário. Se for preciso lava o carro sujo de lama com cotonete. Bebe água toda hora, vai no banheiro consequentemente, olha no espelho, decide lavar o cabelo. Tudo para que você adie o estudo ao máximo (beijo pra Máximo). De verdade , parece que quando eu tenho que estudar passa filmes que eu gosto mais e não filmes de Jackie Chan (tenho ódio mortal), algum repetido que odeio , ou algum de bebês ou cachorro falantes.

Quando eu era pequena (acho que essa é a frase que eu mais falo aqui) eu amava filme de bichos que falavam só que aí eu peguei birra. Uma vez eu estava toda animadinha pra ver um filminho de um cachorro que viajava de balão só que quando eu ouvi a voz do bendito eu não consegui ver o resto. É complicado dublagem, odeio filme dublado. No caso do animal não faria diferença porque a boca deles mechendo já é estranha de qualquer jeito, mas eles não sabem escolher a voz . Tipo, um salsichinha tem que ter voz de muleque sapeca enquanto o boxer é um grandão bobalhão e a poodle uma lady (sem ser Gaga) . São esses os esteriótipos do mundo canino que devem ser seguidos. Sim, estou sendo preconceituosa em relação às vozes.

Esses filmes não podem deixar de existir porque se um dia eu gostei deve ter gente que ainda gosta. Aquela velha estória de não poder cuspir no prato que comeu. Não entendo essa expressão, se eu já comi que mal tem cuspir? Não tira com água e sabão? Pior seria se eu ainda não tivesse comido, cuspisse em um prato limpo ou pior ainda cuspisse no prato alheio. Aí sim seria falta de educação. Eles teêm que continuar também por um simples motivo, vende. Uma vez eu li um livro de uma famosa escritora inglesa e uma das personagens era roteirista. Ela montou um roteiro que contava a história de duas mães que planejavam um assalto a um banco para pagar a cirurgia plástica puramente estética das filhas. Na minha opinião é genial. Fútil, mas genial. Pois é, quando ela fez a apresentação do roteiro eles aceitaram com a condição de que cachorros falantes fossem incluídos no filme para que vendesse mais . Então imagino que é mais ou menos assim que funciona.

Imagina se cachorro falasse de verdade? É difícil admitir isso depois de anos fazendo uma voz pro Tiquinho, conversando com ele e já dando a resposta. Se ele falasse de verdade não daria as respostas que eu quero, daria outras e eu poderia até deixar de gostar dele por isso. O relacionamento ia ser mais dificil ainda. Imagina ter um cachorro fofoqueiro em casa? E quando eu fosse colocar ele pra fora e ele resolvesse questionar seus direitos? E se fosse testemunha de um crime? Seria morto para fechar o bico focinho.Se fosse agredido iria à delegacia do cachorro igual tem a da mulher. Elogiaria, xingaria, seria um bom ou mau cachorro dependendo do que falasse. Eu não to falando de um cachorro só com o dom da fala to falando com consciencia crítica, caráter. Apesar que ter o dom da fala não significa ter nada disso. Quantas pessoas que você conhece que fala , mas é acomodado, não faz nada pra mudar sua atual situação?

Outra coisa que não entendo é que se o cachorro é fiel e o melhor amigo do homem por que homens cafajestes são chamados de cachorros? Seria pela relação movida à interesse? Porque meu cachorro larga facilmente a pessoa que mais amamos na vida, minha mãe, por um mísero pedaço de carne.Só sei que tem muito cachorro melhor que muito homem por aí. É uma ofensa pro cachorro chamar alguns homens de cachorro. É uma ofensa também pras vacas, galinhas... Animal sofre.




Não consegui colocar foto nesse post ={

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Depois de um ano enrolando sem saber o que fazer da vida e muito menos onde fazer esse tal de não sei o que, resolvi ficar aqui mesmo e começar o curso de Publicidade. Publicidade mesmo e não Pobricidade, como muitos dizem, espero. Mas não vou falar aqui o que estou achando porque já falei que não faço propaganda de graça. Querida Unifeg, se quiser fechar um acordo de propaganda aqui no meu blog me procura no facebook cujo link está logo ali ao lado, aceito descontos na mensalidade. Grata desde já. O problema é que me deu uma enorme saudade dos primeiros dias de aula em tempo de Colégio.


Naquela época em que eu estudava de manhã tinha toda aquela pressão psicológica na noite que antecedia as aulas para que eu dormisse cedo. Depois de um tempão de férias, trocando o dia pela noite é quase impossível colocar o relógio biológico nos eixos. Eu não posso falar que sempre gostei de inverter os horários porque quando eu era pequena eu tinha um verdadeiro Pânico no Lago disso. É a noite que as coisas parecem mais assustadoras. É no escuro que minha imaginação empolga deixando qualquer pior filme de terror no chinelo. Nem é só por causa da luz, aquela velha história que fantasma só aparece com a luz apagada, mas também porque a única que ficava acordada era eu. Então eu ficava sozinha , assustada e já fiz até promessa pra ver se dormia logo. Igual noite do pijama em lugar estranho tipo fazenda eu sempre tive maior medão de ser a última a conseguir dormir e sorte que nunca aconteceu. Vou aproveitar esse texto pra defender uma teoria: Se matemática não fosse chato e entediante a gente não contaria carneirinhos para dormir. Matemática é chato e dá sono. Se fosse pra ser legal a gente inventaria nome, historinha, árvore genealógica, enfeitaria as cerquinhas... Acontece então que todo meu esforço para dormir na noite que antecedia as férias era em vão porque eu nunca conseguia.

O problema de não conseguir dormir é acordar um bagaço no outro dia. Dias bagacentos são os piores. Nesses dias você vai encontrar o amor da sua vida e tirar aquela foto horrível pra carteirinha de estudante que te acompanhará pelo resto da sua vida estudantil. Só que primeiro dia de aula a gente ainda dá um jeito. Passa meia hora fazendo aquela maquiagem básica pra ficar com cara de sou bonita naturalmente, acordei assim. Por que quem é a fútil que se preocupa com aparência? A gente vai na escola pra estudar uai. Toda essa arrumação porque é no primeiro dia de aula que você tem aquela esperança de encontrar o famoso, o mito: aluno novo pitel. Podia ser de outro colégio ou quem sabe de outra cidade, mas tinha que ser pitel. É por isso que eu chamo de mito, eu nunca conheci esse tal. Esperei meu colegial inteiro por ele e ele não chegou. Deixando claro que se ele chegasse não olharia pra mim, aliás, eu moro no planeta Terra e não no mundo de Crepúsculo.

Mesmo sem pitel primeiro dia de aula é legal porque tem material novo, cheirando gostoso. A borracha nova que você vai usar um lado e economizar o outro até vim um fdp e usar. Só o primeiro dia é legal o segundo já é chato. Apesar de que teve uma época que nem o primeiro dia tava sendo legal mais, já socavam matéria. E aí eu ficava morrendo de saudade daquela época em que quando eu voltava de férias tudo que eu tinha que fazer era um desenho ou redação contando como foram minhas férias. Sempre fui detalhista, uma vez no pré fiz uma redação contando todos os bichos que vi no zoológico... Coitada da professora.





Falando em curso de Publicidade quem fez isso foi o Gustavo Ribeiro, Nikon.


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Esse post poderia muito bem se chamar "A menina e o tamanco" seria muito mais bonito, muito mais poético, mas melhor não. Eu sempre conto aqui as coisas que aprontava quando criança. Na verdade, pretendo continuar contando por um bom tempo porque tem muita coisa pra contar e adoro falar de infância, mas eu nunca contei o que já aprontaram comigo. E se é pra contar do meu lado vítima poderia contar da menina que me batia na escola na época em que isso não era bullying e muito menos dava cadeia, mas também seria comum demais, clichê demais, chato demais e não teria a menor graça.


Já viu criança quando ganha coisa nova? Fica olhando, admirando, experimentando, desfilando pela casa. E era bem assim que eu tava, principalmente porque havia esperado e pedido por aquilo por um bom tempo. Era meu primeiro calçado de celebridade da época porque foi o primeiro que fizeram de couro, até então só havia aquelas sandalinhas de plástico e eu nunca pude usar plástico. Consegue imaginar minha alegria? Meu pai não gosta de plástico. Quando eu falo isso parece algo banal, mas não é. Meu pai tem horror, nojo, aversão a plástico. Diz a lenda familiar... Porque lenda familiar você acredita quieta sem questionar e anos depois vai descobrir que não foi bem assim. Sabe quando seu pai dizia que morria de estudar quando na verdade escondia gibi atrás do livro? Bem assim... Enfim, segundo a lenda familiar meu pai tem trauma de plástico porque minha avó limpou o bico de sua mamadeira com álcool e pegou o gosto. Mal sabe meu pai que a intenção da minha avó era traumatizá-lo com o álcool e não com o plástico. Então vamos voltar ao assunto, tenho mania de desviar o assunto neh?

Estava de férias, tinha uns 5 anos. Fui eu, meu pai, minha mãe, minha irmã e o tamanco pra um hotel fazenda perto da minha cidade. Sabe aqueles lugares que você costuma ir na infância, acha a coisa mais legal do mundo e depois volta anos depois e vê que o escorregador não era tão alto como parecia? Você olha pra ele e pensa : "É isso? " Esse hotel é esse tipo de lugar, na época o lugar que mais gostava de ir. Só não vou falar o nome porque não estou recebendo nada pra isso e bem que tava precisando de uma graninha. Olha eu desviando o assunto de novo. Um dia, depois do almoço, fui dar uma volta com minha irmã enquanto esperava a digestão. Se tem uma coisa que eu chinguei em minha infância inteira foi o tal de ter de esperar pra fazer digestão. Criança é "hiperativa", sei que não é a palavra correta pra descrever que criança não para quieta, mas vou banalizar o termo, não consegue esperar não. Até porque a coisa que eu sempre mais gostei de fazer foi nadar, em um hotel cheio de piscinas legais isso aumentava consideravelmente a ponto de não deixar meu pais em paz perguntando de um em um minuto, incansavelmente: "Já posso nadar? Já deu o tempo? " Já posso nadar e já deu o tempo foi mais repetida na minha infância do que o famoso "já tá chegando? "

Então, estávamos dando uma volta, eu, minha irmã e o tamanco quando encontramos uma mulher e uma criança. Não sei quantos anos tinha a criança, só sei que me achava muito maior que ela, uma mocinha, então me lembro da criança como um bebê. Quando você é criança basta ser mais velho um ano para se sentir o grandão. Sentadas em uma pontezinha, com os pés no reguinho que dava em um rio fundo que corria por todo o hotel (pra quem não sabe reguinho não só é quando a gente senta e um pedaço da bunda aparece não, o famoso cofrinho, são também aqueles riachinhos, rasinhos que da pra ver o fundo e colocar o pé ) conversamos um tempo com a mulher sobre diversas coisas que se eu lembrasse agora ganharia dos elefantes não só no peso,mas também na memória. Toda a conversa acompanhada de um imenso zelo com o tamanquinho colocado estrategicamente sobre a pontezinha. Quando por um descuido, meu querido tamanquinho caiu no reguinho que se antes parecia calmo, agora corria violento levando embora meu mais recente sonho de criança. Saí eu e minha irmã, sempre juntas, correndo desesperadas, tentando evitar o pior. Enquanto a moça? Ria da nossa cara e em nada ajudava e por esse gesto se tornou a maior vilã da minha infância, merecendo um texto no meu blog. E o pior aconteceu, meu tamanquinho caiu no rio... E a minha frustração, tristeza e medo? Sim, medo porque eu temia uma baita de uma bronca. A bronca não veio, veio minha mãe, andando por todo o hotel, procurando por todos os cantos visíveis do rio comigo e minha irmã. Só me decepcionou por não ter xingado a mulher que riu da minha cara quando minha vontade era jogá-la no rio. Minha irmã até hoje diz que se lembra da sensação ruim, do dó que sentiu. E o tamanquinho nunca mais foi visto, e ainda tive que agüentar a piadinha de que ele estava servindo de barco para peixes. Adulto que não sabe consolar deveria ficar bem quieto, viu?



Quem gostar compartilha, quem não gostar compartilha também porque se perdeu tempo lendo até aqui que que custa compartilhar e me deixar feliz?
 Quem criticar nos comentarios eu vou me vingar porque eu não fiz com a mulher malvada que foi a vilã da minha infancia porque eu não sabia me defender, mas hoje eu sei, viu? Cuidado . Ui deu até medinho agora neh?

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Esse povo que não tem nada pra fazer fica comentando música dos outros...
Se tive a cara de pau de me meter com Drummond por que deixaria Barão Vermelho de fora? Nada contra a banda inclusive super recomendo o livro Cazuza, Só as Mães São Felizes (momento: olha gente eu leio livros. ) . O post é mais pra tirar o pó, as teias de aranha que tavam atormentando minha mente. Porque blogueira não pode tirar férias , quem ve pensa que tenho o blog mais visitado do Brasil. Mas é que blog é como um filho que se a gente não cuida ele morre e deus me livre de peso na consciência.
Nossa que chatice , meu deus. Só mais um recadinho: essas coisas em rosinha claro aí não são pra enfeitar não. Eu tenho maior trabalho caçando os links bonitinhos, fazendo várias citações pra ninguém clicar?

Por você eu dançaria tango no teto uaaaaau, spiderman? Apesar de que duvido que ele da conta de dançar. O homem aranha é o herói maior desengonçado que eu conheço. (sim, conheço vários super heróis. Sou amiga de todos, troco sms, converso no facebook...Só odeio quando um deles que não vou citar o nome manda solicitação de jogo, meu calendário, essas orkutices... olha como estou piadista (y) péssimo )
Eu limparia os trilhos do metrô
Uai , cada um com seu emprego.
Eu iria a pé do Rio à Salvador
Cada um com seu esporte também. Vai ficar com uns pernão, heim? Só não esquece o filtro solar. Regata é uó, mas marca de sol de regata é pior ainda.
Eu aceitaria a vida como ela é
Se a vida estiver boa é bem fácil aceitar mesmo.
Viajaria a prazo pro inferno
Viajar a prazo pro inferno eu não sei como é, mas no inferno seria no metrô lotado? Ai desculpa,não pode chingar seu emprego né?
Eu tomaria banho gelado no inverno
Aí que ótimo, dá o maior brilho para o cabelo.
Por você eu deixaria de beber
Recomendação médica? Problema no fígado? Roacutan?  
Por você eu ficaria rico num mês
Bom pra você uai. Certeza que vai virar a cabeça, gastar tudo com festas, putaria, viagens... Nem vai mais querer saber da minha humilde pessoa.
Eu dormiria de meia prá virar burguês
Não posso comentar a frase porque nunca entendi isso. Alguém com um nível superior de conhecimento poderia fazer o favor de explicar?
Eu mudaria até o meu nome
Como você chama? Astolfo? Etevaldo? 
Eu viveria em greve de fome
Olha a ditadura da magreza aí gente. ( leia no ritmo que aquele povo das escolas de samba usa )
Desejaria todo o dia a mesma mulher
Aquela da playboy? Aquela que é seu sonho de consumo? Se ficar mesmo rico, bem rico, em um mês quem sabe... talvez consiga.
Conseguiria até ficar alegre
Ui depressivo
Pintaria todo o céu de vermelho
What? Azul é tão bonito. Se pintasse de vermelho ia achar que o mundo tava acabando ou que já tinha chegado no inferno.
Eu teria mais herdeiros que um coelho
Ah que gracinha, gente ele quer ter herdeiros... Não é você que carrega na barriga né fiiduma? Fazer qualquer um quer fazer mesmo  ¬¬

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