Eu já falei muitas vezes sobre “As 5 linguagens do amor”. A primeira vez que ouvi falar disso foi em um corte de podcast, aí fui aprender mais sobre o assunto, li o livro e me abriu muito a cabeça. O livro diz que existem cinco linguagens do amor que é a forma como a pessoa demonstra amor e a forma como ela se sente amada. São elas: palavras de afirmação, toque físico, presentes, tempo de qualidade e atos de serviço. A pessoa pode ter mais de uma linguagem, mas tem uma ou duas que são mais fortes. Ah e tem um detalhe: A linguagem do amor que faz você se sentir amado, não é necessariamente aquela com a qual você se expressa. Doido, né?

Eu sempre fui de demonstrar muito com palavras de afirmação. Eu falo “eu te amo” pra minha mãe todos os dias da minha vida. Acho que não teve um dia da minha vida, desde que eu sei falar, que eu não falei. E eu trago a Lu, minha irmã, aqui de prova se precisar. Eu acho muito importante isso, acho importante dizer ou escrever para uma pessoa o quanto eu me importo, o quanto ela importa e o quanto sou grata por algo que ela fez. Mas nem todo mundo se expressa de forma tão óbvia assim. Cada um tem uma linguagem.

Acredito que presentes seja minha segunda linguagem do amor. Eu amo agradar as pessoas que amo com uma bobeira que seja. Com um “vi isso e lembrei de você”. Passo semanas pensando no presente de aniversário ideal e inclusive sempre presenteio antes da data porque eu gosto de surpreender. No aniversário a pessoa já vai ganhar muita coisa, agora em uma segunda cinzenta qualquer não. Planejo surpresas, faço vídeos, montagens com fotos. Gente, eu amo fazer feliz quem me faz feliz. Amo fazer com que uma coisinha pequena se torne especial.

A linguagem primária da Vó Ana era presentes, também era o “vi isso e lembrei de você”. Era o “o aniversário de fulano está chegando, não posso deixar de dar algo que seja a cara dele”. E sua segunda linguagem era atos de serviço, era o fazer macarronada todo domingo porque meu vô fazia questão. Ela nunca fez uma só travessa de comida, era sempre duas pra mandar uma lá pra casa. Mas você não sabe, ela sempre foi zero palavras de afirmação. O “eu te amo” eu que ensinei. Eu falava: “Vó Ana, te amo”. Ela respondia com “Hum”. E aí eu a obrigava a dizer: “Vai, vó, fala. Eu também te amo”. E ela dizia da forma mais mecânica possível “Eu também te amo”. E por isso uma das tatuagens que já pensei tantas vezes em fazer é isso: Eu também te amo. Ela não gostava de grude. Mas ela amava muito e nunca deixou que a gente duvidasse disso.

O Vô Quiqui também não dizia muito: eu te amo. Tinha o costume de me elogiar, dizia o quanto se orgulhava, mas eu não tenho dúvidas que a linguagem do amor dele era: atos de serviço. Eu nunca conheci uma pessoa que gostasse tanto de resolver as coisas pras outras igual ele. Pagava a conta pra vizinhança toda na lotérica, se oferecia sempre pra ir pra gente no mercado, lavava a louça todos os dias e nunca me deixava carregar peso porque dizia que eu ia machucar a coluna. Isso não só na minha infância, mas eu com 20 e poucos anos e ele com mais de 80, pra ele isso ainda fazia sentido.  Mas era a forma dele de demonstrar amor. Resolvendo as coisas pra gente.

A Mami poderosa também tem muito forte nela o palavras de afirmação. Não do: eu te amo, mas do elogio, da palavra amiga ou palavra de motivação. Ela não se importa muito com presentes, inclusive nem pensa muito nisso. Ela é carinhosa, tem o toque físico, mas a linguagem do amor dela principal é igual a do Vô Quiqui. Ela quer resolver tudo, dar conta do mundo e quando a gente vai ajudar fica do lado intrometendo, dizendo que não é daquele jeito que faz só pra ela fazer.

A Lu, minha irmã mais velha, é uma cópia da vó Ana em tantos aspectos e acho que também sempre demonstrou muito com presentes, além disso, ela também se sente muito amada com presentes. Um post it de R$1,00, comprado com carinho, por uma pessoa especial e ela se sente como uma criança ganhando uma bicicleta na noite de natal. É, eu gosto muito desse assunto, gosto de ficar falando pros meus amigos qual linguagem eu acho que é a deles, de acordo com as coisas que percebo.

Enfim, esses são meus exemplos de linguagem do amor porque pra mim nada representa mais o amor do que essas pessoas em minha vida. Cada uma dessas pessoas me ensinou do seu modo, com a sua linguagem, o que é o amor. Elas moldaram o que sou hoje. Ninguém é 100% fluente em todas as linguagens, é impossível, mas quanto mais as pessoas conversam e dizem com o que se importam, mais as coisas fluem. Desde que elas estejam dispostas a isso, né? E você, qual a sua linguagem do amor?

Ah lembra que disse que a linguagem do amor que faz você se sentir amado, não é necessariamente aquela com a qual você se expressa? Então... Ah deixa esse assunto pra outro textão.

 

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Desde criança eu amo fazer aniversário. Faço aniversário em janeiro então em dezembro eu já começo a anunciar pra todos que conheço: meu aniversário tá chegando. É sério, faço muita questão porque aniversário teoricamente é um dia só meu. Um dia em que eu sou o centro das atenções. Não é igual natal que tá todo mundo no mesmo barco. No meu aniversário o barco é meu e eu sou o velho da lancha. Aniversário pra mim é coisa muito séria. E quem não faz questão de mim nesse dia é colocado logo na lista negra e de lá é bem difícil sair. 

É que esse ano foi diferente. Eu tava em São Paulo, treinei com minha amiga Manu, tomei um café da manhã divino, assisti Eduardo e Mônica sozinha no cinema com um balde enorme de pipoca, tive uma crise de ansiedade no meio da Av. Paulista e curti muito, mas muito mesmo minha própria companhia. Mas não é isso, esse ano foi diferente porque trouxe com ele, ela: a síndrome dos quase 30.

Sim, leitor, eu tenho 29 anos. Nem eu acredito nisso. Primeiro que fisicamente eu não aparento ter 29. É, eu tenho alguns fios de cabelo branco e muitas marcas de expressão porque eu sou uma pessoa o que? Expressiva. Não consigo me expressar sem mexer a cara demais, mas aí é aquele ditado: Vamos fazer o que? 

Gente, mas não dá um desespero? Porque assim, quando foi que o tempo passou tão rápido? Que momento específico que foi isso? Alguém me explica? Que que eu tava arrumando? Foi muito tempo que perdi vendo série no Netflix e procrastinando nas redes sociais? Uma coisa que assusta é que antes a referência de um tempo distante que eu falava com nostalgia era algo da minha infância, uma festinha de 15 anos, mas agora já falo assim de memórias da faculdade. Tenho amigos de faculdade que não vejo há anos e que estão casando e tendo filhos. E o pior nem é o fato de que eles estão tendo filhos, é que são filhos PLANEJADOS. Quando foi que ter filhos na minha idade parou de ser gravidez na adolescência? Eu juro que perdi essa parte.

E aí que a Síndrome dos quase 30 me deu um senso de urgência pra tanta coisa. Um desespero, um sufoco que dá até falta de ar de ansiedade. Não, não é sobre casar e ter filhos porque eu não sou a Vó Ana. Inclusive casar nunca foi minha prioridade de vida e nem quero ter filhos, nunca quis. É sobre o livro que aos 18 eu sonhei em escrever, mas não escrevi. É sobre as viagens que ainda não fiz, os shows que ainda não fui, o carrão que eu ainda não comprei, o sair de casa que ainda não aconteceu. Eu não saltei de paraquedas, não fiz uma tatuagem e não comecei meu próprio negócio de sucesso. Pior que tudo isso, eu ainda não fui pro BBB, na verdade nem tentei. É tanta coisa. 

Mas é isso aí. O tempo tá passando e só reclamar da passagem não vai resolver nada, só render um texto mesmo. A Laiz de 15 anos se decepcionaria sim com algumas coisas que não fiz, mas tenho certeza que ela teria muito orgulho do mulherão que estou me tornando. Nunca fui tão segura e a auto estima, menina, nunca acreditei que pudesse me sentir assim. A grama do vizinho é sempre mais verde, mas eu to aqui cuidando da minha graminha com muito amor e carinho. 

Ainda dá tempo de voltar a escrever, de viajar muito, ir em muitos shows e avaliar se eu preciso mesmo de um carrão. Ás vezes nem é hora de sair de casa, mas sim de aproveitar cada segundo valioso com a mami poderosa. Será que eu aguentaria mesmo a pressão psicológica de um BBB? Acho que não, haja terapia. Eu nem sei se eu quero mesmo uma tatuagem porque minha cicatrização é horrível. Ah e o paraquedas já posso agendar, né? O que que falta?

 


 

 

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Essas semanas pra trás tive uma discussão idiota nível altíssimo com uma amigona. Tava tudo tão corrido, mas tão corrido que naquela hora eu deixei ela falando sozinha e nunca mais respondi. Pensando agora até acho que o melhor que eu fiz foi isso mesmo porque deu tempo de acalmar os ânimos e não tornar a situação ainda pior. Enfim, pouco tempo depois ela mandou outra mensagem querendo resolver e eu de novo atolada simplesmente deixei pra responder mais tarde e esqueci. Feio, né? Eu sei. Aí eu lembrava disso, essa situação martelava minha cabeça algumas vezes, mas eu pensava: mas agora não passou muito tempo pra resolver isso? Faz sentido eu mandar mensagem duas ou três semanas depois? Faria. Fui besta.

Bom, minha sorte grande é que ela foi persistente e mandou outra e aí eu criei vergonha na cara, parei tudo que tava fazendo, que juro que era importante, e respondi. Gente, foi nem dois minutos de conversa e nos resolvemos. Amigos resolvem as coisas rápidas, só precisa de boa vontade de ambas as partes. Terminou com: “mas relaxa, passou já. Amo você, tá?”

Aí segunda discuti com um amigo por outro motivo besta. Ai, gente, é o meu jeitinho. É que eu sou o tipo de pessoa que sai falando tudo que pensa e depois arrepende. Fora que quem me conhece sabe que eu torno qualquer situação uma piada e deboche nem sempre é bem vindo, é feio inclusive. Não me orgulho, juro, mas sou. Vou fazer o que? Colocar a culpa no signo? Sim. Mas voltando, no outro dia já fui falar com esse amigo, mandei literalmente a foto de um dedo mindinho, um ponto de interrogação e rapidão nos resolvemos.

Sim, isso é um print. 


O conselho é: não briguem por motivos idiotas. Mentira, não é isso não. Deveria, mas não posso pregar aquilo que não faço. O que eu tirei de lição da primeira situação é que a gente tem que resolver as coisas com gente que importa pra gente, não dá pra ficar empurrando com a barriga porque quanto mais empurra pior fica. A bola de neve fica grande e um dia você nem lembra mais porque não fala com a pessoa, você só não fala. E se vai contar pra algum conhecido porque não se falam mais sente até vergonha porque não faz nenhum sentido. Tenho certeza que você já passou por isso.

Mandem uma mensagem para o coleguinha que você discutiu por um motivo besta. Pode ser um mindinho e um ponto de interrogação. Se o motivo não for besta e você achar que não faz sentido também não manda não porque ninguém é trouxa, mas se for manda. Promete pra mim? Eu juro que eu vou terminar esse texto e mandar pra uma amiga que não falo há um tempinho.

E, Má, amo você, tá? 

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"Oi meu nome é Laiz com z e eu tenho um blog. É, eu amo escrever. Gosto de colocar as minhas ideias e sentimentos em textos que ninguém vai ler." Eu só não sei quando foi que eu deixei de ser essa Laiz que se apresentava assim. Não sei quando foi que parei de pensar que escrever é uma ótima terapia.

Atualmente esse blog encontra-se parado no tempo, ali na bio diz que tenho 18 anos, mas eu já tenho quase 28. Eita, escrever parece que torna isso muito real. 
Queria voltar a escrever faz tempo, mas nunca sabia sobre o que falar. E sempre que pego para escrever, escrevo sobre o fato de que preciso voltar a escrever e isso é muito chato, ninguém se importa. 

Ontem estava procurando o que assistir no Netflix, porque procurar o que assistir no Netflix já é um programa em si. A gente passa horas procurando e muitas vezes acaba deligando a Tv e indo ler um livro ou dormir. Inclusive preciso deixar registrado que Netflix é muito a realização de um sonho de infância. Meu sonho é que tivesse disk-entrega de locadora na minha cidade para que eu não precisasse atormentar a vida da minha mãe para me levar na locadora. Aí eu ia estrategicamente na sexta-feira e escolhia os filmes que me acompanhariam no fim de semana e minha mãe ficava no carro esperando. Coitada. Assistia umas três vezes o mesmo filme porque era aquilo que tinha e ficava muito decepcionada quando o filme era ruim, mas assistia mesmo assim. Hoje se eu não gosto eu simplesmente paro de assistir porque a vida é curta demais para perder tempo assistindo filme ou série que não gosto. 

Aí ó, lembrei que eu tenho uma grande facilidade em mudar de assunto. Então eu queria um "confort movie", aquele filme gostosinho que o domingo pede e escolhi "O melhor amigo da noiva". A gente passa o filme todo torcendo para um cara que não é o noivo ficar com a noiva. Isso não é doido? O noivo dela é maior gente boa, não faz nada de errado, mas a gente é levado a acreditar que ela deve ficar com o amigo galinhão que já pegou a cidade inteira.

Só que aí eu fiquei pensando... E se na vida eu nasci pra ser a coadjuvante? E se eu sou o noivo? E se eu estou fadada a viver uma vida onde no final, no final não, mas em um certo ponto, eu vou ter que ser passada para trás para que a mocinha tenha seu final feliz. Pior ainda, e se as pessoas não gostarem de mim porque eu to atrapalhando o "final feliz" da mocinha. Não é doido? É, acho que eu to noiada. 
 



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Eu tenho pavor de gente que some. Sempre achei que sumir é o ato de maior covardia que existe em um relacionamento. A pessoa some porque:
1) Tem medo de magoar o outro. Pouco provável, mas essa será a desculpa usada no futuro. Não se iluda não, miga.
2) Não quer encarar a pessoa no término porque é uma situação muito chata. Sim, porque a vida é feita só de coisas boas.
3) Acredita que se sumir a pessoa vai ficar esperando. O famoso deixar de escanteio enquanto vai vendo se dá certo com a outra ou com as outras. Esse tipo aparecerá no futuro dizendo: Sumiu, heim?


 
O problema é que quando eu era mais nova eu não tinha a maturidade que eu tenho hoje. Eu não entendia o significado de um sumiço. Quando me perguntavam porque eu ainda não tinha esquecido o fulano eu dizia: Ah a gente tem um caso mal resolvido. Sim, eu não aceitava o sumiço como um fim definitivo. Pensava que sei lá, merecia uma explicação. Olha só que idiota. Acreditava que as pessoas me deviam algum tipo de respeito. E demorou muito, muito mesmo para eu entender que um sumiço não era um caso mal resolvido, era um caso resolvido. Estava bem claro, muito bem resolvido por eles, só eu que não sabia. Na escola um professor de filosofia falava que o amor é um egoísmo duplo e coincidente. Decorei essa frase, colocava nas provas, enchia uma linguiça com mais frases e acertava as questões, mas demorou muito e doeu muito para eu aprender na prática.
 

 
 

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Já falei mil vezes aqui que eu não consigo rezar. Gente, eu não consigo ficar recitando orações, não consigo me concentrar, começo com Ave Maria e logo to pensando nos problemas, nas alegrias ou em coxinha. É uma pena, juro que queria conseguir me concentrar com essas orações. Costumo brincar com minha mãe que minha oração vale mais porque quando eu rezo Deus pensa: Gente, deve ser sério, vou lá ver. E realmente quase tudo que eu rezo dá certo. Minha mãe brinca: "Teu santo é forte, Laiz". Pra mim só há dois jeitos de conseguir rezar: O primeiro jeito é cantando porque acho que consigo prestar atenção naquilo que estou cantando, por exemplo: "O mundo pode até fazer você chorar, mas Deus te quer sorrindo." Acho isso tão lindo e motivador. O segundo modo eu só vou contar no fim do texto porque sou chata.
Comer, rezar e amar é um dos meus livros preferidos. Até hoje reli poucos livros. A maioria foram aqueles infantis que eu relia quando criança quando não tinha nada pra fazer tipo O Patinho Cirilo. Depois teve Cazuza, só as mães são felizes que sempre choro no começo quando ele morre. Abre parênteses: O mais legal é que isso não é um spoiller porque todo mundo sabe que o Cazuza morre, fecha parênteses. Dom Casmurro porque eu queria entender detalhes que deixei passar na primeira leitura e acho que se eu ler mais umas 10x ainda vou encontrar mais detalhes. E Comer, Rezar e Amar porque eu acho que aquela mulher escreveu alguns trechos pensando em mim. O fato de eu pensar que ela escreveu pensando em mim prova que eu sou uma mulher comum porque todo mundo se identifica com esse livro e PUTA QUE PARIU como eu tenho inveja de quem consegue escrever assim. Toquei nesse assunto porque em Comer, rezar e amar ela aprende a meditar, mas eu acho impossível isso. Acho que enquanto meditava ela pensava: Ah vou escrever isso assim. Vou descrever de tal jeito. Entende? Não acho que a cabeça dela para algum minuto para que ela medite. Caramba, ela escreveu um livro sobre isso. Mas há um trecho no começo do livro em que ela simplesmente conversa com ele. Ela diz aquilo o que ela quer dizer, pergunta o que quer, pede ajuda, como um amigo mesmo. E aí eu pensei: Por que não, né?
Outro dia eu tava em uma situação de desespero e depois de rolar um milhão de vezes na cama e rodar o travesseiro para que ele ficasse um pouco mais fresquinho, comecei a rezar. Mal tinha começado e como esperado já tinha perdido totalmente o foco, mas aí eu comecei a falar com Deus. Parece idiota, né? Acho que repeti umas cem vezes a mesma coisa: "Deus, o que você quer de mim? O que que eu faço?" e aí eu dormi. Aí agora todo dia eu converso com ele, ou comigo, ou com minha fé, cada um vê como quiser. Sempre que começo as orações tradicionais eu paro e converso, agradeço e bem... Deus tem sido um lindo comigo. 

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Já faz um ano que eu venho a pé trabalhar, saio da academia e venho. Se há um ano atrás você falasse que eu faria academia 06:30 eu riria da sua cara e hoje não consigo me imaginar sem. Enfim, o caminho de lá até a visu é uma subida. Há dias em que eu subo pensando: Nossa ainda falta tudo isso. Há outros dias em que subo pensando: Nossa já subi tudo isso. Acho que esse pequeno pensamento simples revela muito do meu humor. Acho que os dias em que eu estou com o segundo pensamento são mais fáceis e melhores.
Se eu conseguisse ter esse segundo pensamento para outros aspectos e todos os dias da minha vida tudo seria mais fácil. Eu olharia tudo que já aconteceu de tenso no passado e pensaria: "Mas se eu já passei por isso, por que não daria conta de passar por esse novo obstáculo?" Ou então: "Ah isso aqui vai ser de boa, eu já passei por tal coisa." A vida tá boa, sabe? Eu to em paz, tenho amigos verdadeiros, tenho gente que me ama e não to com medo de nada, bom quase nada. Sempre haverá aqueles medos naturais.
Há uma semana tenho pesadelos horríveis com minha irmã. Na primeira vez estávamos em um campo de guerra, havíamos nos perdido e ela me achou. Me achou, me colocou em uma cabine de banheiro para me proteger e ficou lá fora. Em posição fetal eu chorava e implorava para que ela entrasse, mas não saia lá fora para puxá-la, me senti inútil e covarde. Da segunda vez, estávamos em uma sorveteria. Eu como de costume colocava mais sorvete que conseguiria comer quando começou uma briga na rua e essa briga virou uma confusão e essa confusão virou uma revolta armada. Só sei que no final estávamos dentro da sorveteria com armas apontadas para nossas cabeças. Eu tava agarrada na lu e juro que consegui sentir o gelado da arma no meu ouvido. Depois de muito tempo de pânico eu pensei: Peraí, essa sorveteria não é assim. É sonho. Eu já falei infinitas vezes aqui dessa capacidade que eu tenho de descobrir que é sonho e lutar com todas as forças para acordar ou mudar a situação. Acho que sou uma divergente. Quem viu esse filme vai entender. Enfim, mesmo sabendo que era sonho esses pesadelos entraram no ranking dos piores até hoje. Acho que estou escrevendo mais para não esquecer mesmo, ainda está fresco, ainda me aterroriza.



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Eu admiro muito a Audrey. Não é que eu tenha visto todos os seus filmes, decorado sua biografia, nem nada do tipo. É algo que eu não sei explicar. Acho que é porque eu queria ter a elegância e beleza dela. Acho que uma pessoa nasce elegante, nasce phyna. Quando Lulu diz que vê um novo começo de era com gente phyna, elegante e sincera. Eu imagino algumas pessoas nesse novo começo de era. Uma dessas pessoas é a Audrey.
Audrey me ganha no filme bonequinha de luxo quando diz:
"Pobre gato velho, pobre coitado, pobre coitado sem nome.Eu não tenho direito de lhe dar um.Não pertencemos um ao outro, nos encontramos nas margens de um rio.Não quero possuir nada até ter minha própria casa. Não sei onde fica, mas sei como é. É como a Tiffany’s.
_Está falando da joalheria?
_Isso mesmo, adoro a Tiffany’s. Escute, sabe aqueles dias tristes?
_Dias tristes? Quando está de baixo astral?
_Não, fico deprimida quando engordo ou quando chove, fico triste e só. Os dias tristes são horríveis, você tem medo e não sabe do que. Você já se sentiu assim?
-Claro
-Só consigo me livrar disso pegando um táxi até a Tiffany’s, isso logo me acalma. Naquele lugar tranqüilo e sofisticado.nada de mau pode acontecer. Se encontrasse um lugar onde me sentisse como na Tiffany’s então compraria móveis e daria um nome ao gato!" 

Tem dias que são tristes e só, né? Não tem um porquê exato. A gente só quer que o dia termine logo, quer chegar em casa, tomar um banho gostoso, colocar pijamas limpos, deitar a cabeça no travesseiro e dormir até a tristeza passar. Eu nunca tive depressão, nunca mesmo, sou muito sortuda por isso. Mas muitas vezes na vida eu senti uma tristeza tão profunda e ás vezes sem motivo. Várias vezes eu senti uma tristeza que não passava e que quando passava logo voltava e então eu pensava: Será que agora é depressão? E agora? E até hoje nunca foi depressão. Acho que ninguém acreditaria se eu tivesse depressão, juro que imagino as pessoas questionando e eu seria obrigada a ser feliz de novo ou me fazer de feliz de novo.

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Quando eu tinha 10 anos uma gata deu cria no telhado da minha casa e seu filhote caiu. Criança é boba e se ilude fácil, decidi que aquele gatinho amarelinho seria meu. Eu cuidaria dele, ele melhoria e  a gente seria feliz pra sempre, igual em filme. No outro dia quando cheguei da escola fui correndo ver como estava o bichinho, mas ele não estava. O meu pra sempre durou só um dia. Chorei tanto, mas tanto, de uma forma inexplicável. Parecia birra, não havia motivo pra chorar daquele jeito, não tinha porque chorar por algo que ficou comigo por tão pouco tempo. E eu também já não era mais um neném. Só sei que só houve um jeito de parar de chorar: O tico.
Semanas antes do acontecido do gatinho passei de carro com minha mãe em frente a uma clínica veterinária e me apaixonei, amor a primeira vista. Ele era pretinho com caramelo, tinha orelhas enormes, cabia na palma da mão e não tinha os olhos saltados como os outros de sua raça. A gente teve que descer, teve que pegar no colo, teve que fazer inúmeras onomatopeias que representassem fofura, mas ele não foi pra casa comigo naquele dia. Que absurdo! Comprar cachorro?! Onde já se viu isso?! Até então todos os meus cachorros haviam sido ganhados, cada um com sua história peculiar. A Biba foi minha primeira cachorra, encontrada em uma manilha de água em uma noite de muito frio. Depois de muito fazer bagunça e quase deixar minha mãe louca, a Biba teve que ir pra roça. Lá em casa tinha uma só regra, se cachorro desse trabalho ia pra roça. E depois que ia pra roça a gente perdia totalmente o contato. Acontece que a Biba tinha mania de seguir meu pai para todos os lados e um dia ela foi picada por uma cobra. Diz minha mãe, em forma de consolo talvez, que a Biba levou a picada no lugar do meu pai. A Biba então foi uma heroína. A Tchutchuca foi a segunda cachorra, com nome de rainha do funk deixou minha mãe louca e também foi pra roça. Ela não teve uma morte heroica, ficou lá e só. Que fique bem claro que a gente não abandonou nenhuma delas. Na roça tinha gente que cuidava, tinha inclusive crianças que brincavam e adoravam as cachorras.

Mas depois de tanto choro, tanta manha, não teve jeito. Meu pai teve que me dar o Tico. Lembro direitinho do dia em que ele chegou. Combinei de ir com meu pai buscar e parece que não chegava nunca a hora marcada. Quando cheguei na casa da minha vó com aquele serzinho, ela me deu um cobertorzinho e ele ficou ali comigo a tarde inteira. Com o tico foi tudo diferente,  cachorro pequeno é outra convivência. A gente passou por tanta coisa e ele sempre lá. Uma vez entrou ladrão lá em casa e só não fez nada com minha irmã porque o Tico fez um escândalo, minha mãe adora contar essa estória. Acho que a gente atrai cachorro herói, cachorro herói ou anjo de 4 patas. O Tico odeia briga, odeia choro, ele quer que todo mundo seja feliz e em paz. Ele tá sempre com a gente, não precisa de muito pra ser feliz, um carinho basta e se der comida aí que ele vira fã mesmo. Consegue perceber que a gente está chegando antes mesmo de abrirmos o portão, ele fica todo todo com as orelhas de pé. O Tico tem o coração tão bom, mas tão bom que mesmo depois de ouvir a vida inteira que ele deveria odiar gatos ele aprendeu a conviver com uma e hoje são melhores amigos.

Tenho uma dificuldade enorme em escrever sobre aquilo que gosto, acho que porque não tem palavra no mundo que descreva certos sentimentos e momentos. Tem coisa que não tem como contar, tem que sentir. O Tico não é mais o mesmo, no auge dos seus 11 anos ele tem barbinha branca, poucos dentes, é roliço como um tatuzinho e isso me dá um aperto no peito, sabe? Semana passada achei que o Tico estivesse doente, aquilo me deu uma tristeza, um arrependimento. Tantas vezes que eu perdi a paciência com ele e ele só queria um carinho, um passeio. A gente tem que dar valor naquilo que a gente tem enquanto tem, depois não adianta ficar lamentando.

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Sabe aqueles filmes em que a pessoa tem um encontro às escuras? Acho aquilo o máximo. Não aqueles encontros em que vai um monte de gente e vai mudando de mesa conforme o papo está chato, aqueles encontros em que uma pessoa conhece alguém que cisma que combina com você e te apresenta. O outro tipo de encontro, o que vai passando de mesa em mesa, é no mínimo constrangedor, fora que não deve nunca dar boa gente, né? Ou até dá, mas sei lá. O próprio fato de estar em um desses já me colocaria como louca, desesperada e encalhada. Já parou pra pensar que aqueles encontros são tipo o tinder? A pessoa vai passando e vendo quem ela quer e quem ela não quer, mas é pior porque é na cara, na lata. E se eu acho o tinder constrangedor, imagina isso?! Sim, o tinder é constrangedor. É útil, é. Mas pra cidade pequena aquilo lá é muito constrangedor. Outro dia vi na rua um menino que eu tinha curtido no tinder e Santo Deus eu não sabia onde enfiava a cara de vergonha. É óbvio que eu me fingi de totalmente interessada no assunto da minha amiga e não deixei morrer até que não tivesse mais que dar de cara, né? Quem nunca?! Em casos constrangedores nível básico eu consigo fazer isso muito bem, agora quando o nível do constrangimento é alto eu perco a fala. Tem um menino que toda vez que eu vejo me desconcerta, eu juro. Tenho uma amiga que sempre está presente e quando o menino passa eu não consigo falar mais nada, fico tipo: Anh... É... Gente, que que eu tava falando mesmo? Beijos, Dai, você sabe quem é. E não é amor, nunca foi, mas não sei que que é. Na verdade tem muita gente que deixa a gente travada, não é? Não sei o motivo, mas tem gente que eu simplesmente não consigo manter um diálogo maduro. A pessoa diz e aí, Laiz? Tudo bem? E eu digo: macarrão. 

Enfim, bem queria que fosse prática aqui no Brasil isso de: Você precisa conhecer fulano e aí a pessoa vai lá e resolve todos os detalhes do encontro pra mim. Pensa que Mara. E ia ser normal, ninguém ia achar estranho ou que eu estava desesperada. Aquela minha amiga que tem aquele amigo gato não hesitaria em apresentar. Só acho que seria bacana que alguém facilitasse as coisas de vez em quanto. Que a vó Ana não leia isso porque se não ela faz um café da tarde e convida pretendentes. Sim, ela já planejou fazer isso. 

Sim, porque minha vó é dessas. Todo mundo conhece.

Acontece que eu amo primeiros encontros, sou apaixonada. Amo combinar de me encontrar com uma pessoa. Amo a expectativa que rodeia tudo isso, a hora que não passa, o medo de levar um bolo. Eu sou uma pessoa extremamente pontual e ninguém mais é, então eu sempre acho que vou levar o bolo. Sou capaz de me lembrar de todos os meus primeiros encontros. Primeiro encontro tem expectativa, mas não tem cobrança, se não der certo não tem segundo encontro e pronto. Você inventa que vai levar o unicórnio da sua irmã para pintar as unhas e com certeza a pessoa vai entender a indireta. Primeiro encontro é muito revelador, você sabe quando vai dar certo, é quando você beija a pessoa e pensa: É, fudeu. 

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Esses dias eu tava fuçando no instagram de um amigo que separou da namorada recentemente e me deparei com um milhão de fotos do casal feliz. Acho que essas fotos que ficam depois do fim são uma grande prova da efemeridade das coisas. A vida é assim, né? Tá tudo super bem e no instante seguinte parece que o mundo desmorona e haja psicológico para lidar com isso.
Acho que o tempo passa rápido demais e isso me dá uma tristeza. Quando estou feliz demais fico temendo o que está por vir. Mas acho que já falei sobre isso aqui. Além disso, tenho um desespero enorme de não estar fazendo as coisas certas, tomando as decisões certas. Acho que é natural da gente para e pensar: O que que eu to fazendo da minha vida?! Domingo é dia disso. Todo domingo é dia de pensar: Mas fulano tem a minha idade e está bem sucedido. Fulana vai casar mês que vem. Ciclano parece tão feliz. Ciclana está dando a volta ao mundo e eu ainda nem conheci o Brasil direito. Acho que comparar a nossa vida com a do outro mata, cada um tem suas qualidades, dons e principalmente oportunidades. Comparar a nossa vida com a do outro é o segredo da infelicidade. E as redes sociais tão aí pra isso, né? Outro dia vi um vídeo sensacional sobre o assunto. Recomendo a todos assistirem.








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Minha mãe é cheia dos bordões, cheia das frases em que ela insiste em sempre repetir. Ela vive falando: "Deus sabe o que faz e a gente não sabe o que fala". Muitas vezes quis morrer quando ela disse essa frase. Poxa, Deus, já tá na hora de fazer alguma coisa pra me ajudar, né?! Ou então: Sério que vou ter que cair de novo pra aprender com o meu erro?! Só acho que Deus deveria ter umas maneiras mais simples de me ensinar, poderia usar sua voz de Deus que eu imagino que seja tipo de locutor de rádio, grossa, acho que é culpa do Cid Moreira e falar: Laiz, se você ficar com fulano ele vai partir seu coração. E eu ficaria mesmo assim porque aí Deus estaria sendo tipo mãe, né? E se tem uma coisa que a gente faz é contrariar mãe. Se bem que minha mãe nunca falou: Não fica com fulano. Acho que porque ela sabia que se eu quebrasse a cara sozinha eu me sairia bem melhor no final. Sem aquele sentimento de: A culpa foi dela que não deixou que eu tentasse. Valeu, mãe. Te amo pra sempre, sua linda.

O culpado


Eu sou uma pessoa que desvia do assunto com uma facilidade enorme. O que eu queria dizer é que Deus não me fez famosa porque sabe que eu não suportaria o baque. HAHAHAHA Sim, eu poderia ter um blog famoso, ser cheia de seguidores, escrever para um jornal famoso, ter meu primeiro livro publicado aos 17 anos, mas não. Fico vendo a perseguição que a Tati Bernardi sofre e gentem. Deve ser barra. Sei lá, qualquer coisa que ela posta vira polêmica, a maioria negativa. As pessoas adoram falar o quanto ela não escreve nada relevante. E eu adoro as coisas que ela escreve, não acho que a função dela seja escrever algo relevante, que mude vidas. É igual eu mesmo, nunca vou escrever nada que mude alguma vida, é só um passatempo para aqueles que gostam de ler. Falando em passatempo eu gostava mais daquelas antigas, o que seria aquele macaco radical e descolado com cara de pré adolescente? Enfim, sobre a Tati: Quero ser igual a ela quando crescer.
Tati não tá nem aí pro que dizem dela

Ainda quero ir no Jô. Vou chorar muito e falar: Jô, eu sempre escrevi que queria vir aqui. Se eu to aqui é porque eu sou sucesso. Deus, eu não sei lidar com críticas, mas juro que posso aprender. Já aprendi tanta coisa, né? Tanta coisa que nem serviu pra nada. Pode me fazer famosa já que eu vou conseguir segurar esse forninho. E outra esse papo de ser pobre já deu também. Já aprendi a lição que a gente deve dar valor no dinheiro, que ninguém é melhor que ninguém. Agora faça-me rycah e famosa. Beijos.
Rafinha Justus Rycah e Glamurosa

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Eu queria ser aquelas pessoas magras, sabe? Aquelas pessoas que têm o metabolismo aceleradíssimo, comem tudo que veem pela frente, não fazem academia e nunca engordam. Aquelas pessoas que comem 20 pedaços de pizzas no rodízio e você olha espantada pensando: Pra onde vai isso?! Eu tenho certeza que você já teve alguma amiga assim. Na minha vida inteira eu tive infinitas amigas assim. Todas vieram ao mundo com a missão de me lembrar o tempo todo o quanto a vida é injusta.

Tipo a Gisele que samba na minha cara desde sempre.

Eu amo comer, um amor profundo e duradouro. Comer é aquela paixão de infância que eu nunca vou deixar de ter. Eu posso me controlar, posso me privar, mas eu sempre vou amar. Quando li comer, rezar e amar imaginava cada cena e ficava com fome, nunca na vida tive tanta vontade de comer macarrão. E quando eu cismo que eu quero comer alguma coisa eu viro um inferno, só falo disso. Coitado dos meus amigos. Fico dias falando. Na verdade se você quer me ver tagarelar de verdade, fale de comida ou seriado. Mas principalmente de comida. Posso ficar horas falando de comida, de lugares onde encontro as melhores comidas, suas especialidades e tudo isso entre UNHHHHHs infinitos.
Esse livro é tão perfeito que acho que vou citar pra sempre.

Tenho as vontades mais engraçadas. Fiz uma dieta rigorosa de 4 meses e nesses meses adquiri desejos esquisitos por coisas que eu nem gostava tanto assim por exemplo, pamonha e pipoca. Eu quase chorava de vontade comer pamonha. Acho que foi uma abstinência tão forte que hoje em dia quase toda semana eu ligo pra minha mãe implorando: "Mãããe, por favor. Compra pamonha, eu to com desejo." E isso gerou em minha mãe um nível de preocupação tão alto que tive que ouvir durante um tempo perguntas e indiretas constrangedoras. Sim, ela achava que eu estava grávida. Mas agora ela já acostumou e sabe muito bem que se eu estiver grávida é de uma lombriga. Lombriga essa que já tem até nome: Cleonilda.

"Olha a pamonha, olha o curau." - Da série: Ícones que marcaram minha infância.
Eu vivo de dieta. Pode parecer que não, mas é verdade. Vivo me controlando, vivo me regrando, pensando o que pode e o que não pode. Mas as vezes não dá. Tenho um amigo que falou: A gente tem que comer pra viver e não viver pra comer. Ele tem razão, mas comer é tão bom. O problema é que sou 8 ou 80. Não consigo comer um brigadeiro, um pedaço de pizza, uma bola de sorvete ou  um saquinho pequeno de pipoca. (gente, sempre que escrevo pipoca volto pra ler se não escrevi errado. Porque, né?). Eu tenho que comer até morrer. Mas estou melhorando, juro. Tá sendo a minha atual meta.  Juro que acho mais fácil não comer do que comer só um. Depois que eu como uma bobeira no dia ligo o foda-se, acho que é porque comer é tipo um vício. Enfim, eu sou 8 ou 80 em tudo na minha vida. Costumo ser radical com tudo. Lembro de ouvir amigas reclamando de namorados de anos e dizer: larga. Ou é sim ou é não. Ou eu amo ou odeio. Ou fico totalmente apaixonada ou totalmente indiferente. Ou extremamente feliz ou "sei lá".  E acho que ficar sei lá é péssimo. Bobeira, né?

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Eu odeio gente que se irrita facilmente. Odeio gente que já acorda irritado e qualquer coisinha já é motivo.
Sabe outra coisa que eu odeio? Odeio quando eu to andando no passeio e tem alguém andando na minha frente e a pessoa não anda nem tão rápido que eu fique longe e confortável e nem tão devagar que eu consiga ultrapassar sem parecer que preciso tirar a mãe da forca. E quando você não anda rápido o suficiente você fica ao lado da pessoa que você tentou ultrapassar e é pior ainda.

Odeio também quando estou com o tênis desamarrado. Não porque eu ache que eu vou cair, mas porque eu acho que nada prova tanto que as pessoas se preocupam com a vida das outras que um tênis desamarrado. Sempre aparece uma boa alma para alertar. Ah, mas por que você não amarra? Tão simples. Você já viu o tamanho da minha bunda? Pessoas bundudas não amarram o tênis no meio da rua. E não porque é bonito ou porque alguém vai parar pra olhar, mas porque é muito tenso. Outro fato interessante é que pessoas da bunda avantajada têm mais tendência a deixarem o cofre aparecer. Pelo simples fato de que o cofre do bundudo é muito mais alto que o cofre do desbundado. Isso é tão constrangedor.

Eu odeio barulho de leite, sabe? Quando a pessoa suga o leite para tomar. Algumas pessoas não fazem isso com leite, mas fazem com sopa.
Imagine o sugar da sopa e tenha um dia irritante.

Odeio barulho de gente que engole água muito rápido e fica aquele glup glup glup. Eu sempre faço isso, mas odeio mesmo assim.
Odeio gente sonsa. Aquelas que se fazem de santas, mas só rezando muito pra não ser atingido pelas maldades. 
Odeio gente lerda. Gente que não faz nada e fica panguando. Gente que parece que precisa de um pedala Robinho eterno pra ver se toma jeito. 

Odeio gente soluçando, soluço irrita qualquer cristão. A pessoa fala e no meio da frase é interrompida por ela mesmo. Santo Deus, quanta aflição.
Minha mãe fazia isso comigo para o soluço passar. Nunca entendi qual o sentido disso.

Odeio gente que masca chiclete desesperadamente feito vaca. Eu faço muito isso também. Mas eu não me ouço então eu posso odiar.
Odeio gente que não entende o que eu digo. Até porque eu sou surda e nunca entendo.
Odeio gente chorando perto de mim porque eu nunca sei o que fazer para acalmar o ser chorante.

Odeio quem se acha o dono da razão. Gente que não aceita nunca estar errado. Acho um absurdo porque eu sou a dona da razão. Ela é minha. E ai de quem quiser dividi-la comigo.
Odeio gente sem educação. Gente que se acha no direito de maltratar os outros. Respeito acima de tudo, né? Mas acho que deve ser bem mais fácil ser assim.
Acho que um post jamais seria suficiente para citar minhas irritações. Queridas coisas que me irritam, o problema não é com vocês, é comigo.

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